Os Pistons vão conseguir sair de Mediocridade em 2020?

Detroit conseguiu chegar aos playoffs pela segunda vez na década, porém, assim como antes, a equipe foi eliminada na primeira rodada. Agora Blake Griffin e cia. tem a difícil tarefa de chegarem até a pós temporada pelo segundo ano consecutivo e ao mesmo tempo sair do ostracismo que os Pistons estão desde o término do grupo campeão em 2004.
A franquia de Michigan foi uma das maiores potências na NBA nos anos 2000, com um título, um vice e outras quatro aparições nas finais do leste a grupo liderado por Chauncey Billups disputou o troféu Larry O’Brien ano após ano até que más decisões da diretoria causaram e o envelhecimento do elenco fizeram com que Detroit entrasse em colapso.
No presente Detroit briga para se manter relevante na NBA, a troca por Blake Griffin em 2017 provou isso, porém a incapacidade de adicionar os coadjuvantes certos ao redor de sua estrela faz com que eles briguem constantemente apenas para chegarem aos playoffs.
Blake é o principal distribuir da equipe, assim como a opção primária para finalizar. Ele foi o líder em pontos por jogo (24,5) e de assistências (5,4), o que resultou na maior porcentagem de uso da carreira com 31,4, ou seja, mais de 30% das jogadas de Detroit terminaram pelas mãos dele e sem um armador capaz de distribuir jogadas no elenco não parece que irá mudar tão cedo. Sem um armador para retirar a carga ofensiva de Griffin, o ala-pivô vai precisar ser o principal distribuidor da equipe novamente. Derrick RoseReggie Jackson vão disputar o lugar de titulares na armação, porém o primeiro não conhecido por sua distribuição de jogadas e o segundo vem decaindo nesse quesito.
Jackson era a esperança da diretoria para comandar o ataque de Detroit quando eles comprometeram 80 milhões de dólares por 5 anos em 2015. Uma aposta certeira, pelo menos por um ano. Após assinar o novo contrato ele teve o melhor ano de sua carreira e foi cotado para ser All-Star quando marcou 18,8 pontos por partida e 6,2 assistências (ambas melhores marcas da carreira até hoje), porém desde então sua produção nunca mais foi a mesma:
  • A porcentagem de assistências caiu de 34,4% em 2016 para 24,1% em 2019;
  • A relação entre o uso dele em quadra e suas assistências era de 1,06 (ruim) e passou para 0,94 (pior ainda). Essa estatística avalia o quão frequente o jogador assistiu o companheiro de equipe em relação ao tempo que esteve com a bola.
A boa notícia para os fãs dos Pistons é que, mesmo sendo um distribuidor pior, Reggie teve o melhor ano de sua carreira arremessando a bola em 2019 e sua defesa vem melhorando nos últimos anos. Detroit foi 2,1 pontos melhor com ele em quadra do que fora, além de ceder menos pontos ao oponente com ele jogando.
A sua segunda estrela de Detroit é Andre Drummond, o pivô liderou a NBA em rebotes três vezes nos últimos quatro anos. Durante toda sua carreira muito se focou no que ele não consegue fazer, mas Drummond é o melhor reboteiro nos últimos 20 anos, desde Dennis Rodman em 1997 que alguém não pega tantos rebotes quanto ele e apesar das falhas visíveis em seu jogo Drummond é um dos jogadores mais importantes para sua equipe dentro de toda a liga, com ele em quadra os Pistons foram 11,3 pontos melhores. Em comparação, os Bucks de Giannis foram ‘apenas’ 8,3 pontos superiores com o MVP em quadra.
Detroit aposta na retenção de talento para 2020, seguindo com o núcleo de Drummond e Griffin. Porém o verdadeiro sucesso da franquia não passa por suas estrelas e sim por seus coadjuvantes, em uma liga recheada por duplas quem tiver as peças certas ao seu redor é terá a vantagem e para os Pistons essa resposta está em nos arremessadores da equipe.
  • Luke Kennard: 39,4% de três em 4,3 tentativas
  • Tony Snell: 39,7% em 2,8 tentativas
  • Reggie Jackson: 36,9% em 5,7 tentativas
Se Blake iniciar o ataque como armador, os nomes acima precisam espaçar a quadra e Drummond fazer o corta luz para o pick and roll. Além disso, o ataque pode ser comandado por Rose ou Jackson enquanto Griffin espera para o catch and shoot, com Andre no garrafão pronto para a ponte aérea em um papel similar ao que DeAndre Jordan fazia nos Clippers.
Dwane Casey terá de descobrir como maximizar o talento dentro do elenco, ele possui o fator da continuidade — Detroit é a oitava franquia em termos de minutos mantidos de um ano para outro — e dois All-Stars. O leste está aberto, com Milwaukee e Philly sendo os favoritos, ainda existem duas vagas no top 4 da conferência e nada indica que não podem ser os Pistons.

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