Quatro equipes que irão surpreender na próxima temporada
Depois de uma das offseasons mais movimentadas, a NBA estará completamente diferente em 2020. Algumas equipes perderam suas estrelas, outras trouxeram novas e ainda as que contam com rookies para poderem competir pelos playoffs, sejam quais forem cada uma delas possuem motivos de esperança para a próxima temporada.
Oklahoma City Thunder

Oklahoma City Thunder
Mellhor jogador: Chris Paul (por enquanto)
Titulares: Chris Paul, Shai Gilgeous-Alexander, Terrance Ferguson, Danilo Gallinari e Steven Adams
Desde sua saída de Seattle a franquia não chegou aos playoffs apenas duas vezes, sendo que em uma das ocasiões esteve sem seus dois melhores jogadores por boa parte da temporada — Westbrook jogou 67 partidas e Durant 27 — e mesmo assim terminou com 45 vitórias. Porém dessa vez nenhum dos dois estará no elenco, assim como Paul George que irá tentar ganhar o título com os Clippers e mesmo assim essa equipe não parece tão distante dos playoffs quanto era imaginado quando Sam Presti trocou suas principais estrelas.
Chris Paul ainda estar no elenco não a situação esperada por nenhuma das partes, mas é beneficiária para todos. CP3 terá a chance de reconstruir sua reputação aos olhos da NBA, o que aumenta seu valor de troca no mercado e mesmo que não seja trocado ainda nessa temporada será alvo de rumores na offseason.
Enquanto um armador está no final de carreira, Shai vai entrar em seu segundo ano na liga como uma das principais promessas e a esperança para o futuro da franquia. Após seu segundo ano ele já é avaliado pela FiveThirtyEight em 167,7 milhões pelos próximos cinco anos e visto como futuro all-star e junto de Ferguson são a dupla de armadores que deve ditar o futuro em OKC.
Gallinari, Ferguson e Shai são bons arremessadores de longa distância, Paul — apesar da idade — ainda é capaz de comandar o sistema ofensivo de Donovan com perfeição conseguindo arremessos para os três e também Adams no garrafão, uma das principais armas da equipe. O neozelandês é um dos melhores jogadores em conseguir rebotes para si e os companheiros, sendo o segundo jogador com mais box outs em 2019 e o primeiro em 2018 — 9 e 11,5 por jogo respectivamente.
O banco de reservas é o calcanhar de aquiles do Thunder, porém se tudo correr bem deve disputar uma vaga nos playoffs em 2020.
Potencial: Brigar pelo oitavo lugar no oeste.
Toronto Raptors

Melhor jogador: Pascal Siakam
Titulares: Kyle Lowry, Norman Powell, OG Anunoby, Pascal Siakam e Marc Gasol
É estranho colocar o atual campeão como possível surpresa, porém a perda de Kawhi fez com que os Raptors sejam deixados de lado apenas por não serem mais candidatos ao título. Porém a continuidade do elenco e a juventude de Siakam são os pontos fortes dos canadenses.
Pascal foi o melhor jogador no elenco sem ser Kawhi durante a temporada regular. Seu atleticismo, defesa e explosão fizeram do camaronês candidato para All-NBA ao final do ano e, apesar de ter oscilado nos playoffs, ele está destinado a crescer ainda mais. Precisa desenvolver seu arremesso, apesar de ter arremessado quase 37% de três foi em baixo volume, para ser levado mais a sério pelos adversários, ainda mais sendo a principal opção ofensiva de Toronto.
Ibaka e Gasol trarão a experiência para o grupo, sendo as peças chaves se quiserem chegar até as finais novamente. Gasol defendeu Embiid de forma brilhante na segunda rodada dos playoffs, enquanto Ibaka se reencontrou como pivô no sistema de Nick Nurse, ambos serão precisarão manter o mesmo nível de jogo para o sucesso de Toronto.
Mesmo sem Kawhi, os Raptors são capazes de uma temporada regular forte e irem longe nos playoffs, mas a idade de alguns de seus jogadores e a falta de um pontuador são obstáculos a serem batidos. Lowry não pode se dar ao luxo de sumir em partidas como fez no último ano e não se pode contar com o VanVleet jogando o melhor basquete da sua vida todas as vezes.
Potencial: Top 3 no leste e finais de conferência.
San Antonio Spurs

Melhor jogador: LaMarcus Aldridge
Titulares: Dejounte Murray, Derrick White, DeMar DeRozan, Rudy Gay e LaMarcus Aldridge
San Antonio esteve nos playoffs por todos os anos desde 1998, um recorde de 22 temporadas consecutivas na história junto aos 76ers/Nationals, mas antes de cada temporada eles são duvidados novamente, em algum momento precisa acabar…certo? Seis jogadores no grupo estão ou já passaram dos 30 anos, DeRozan não está mais em seus auge, Aldridge está com 34 anos e a insistência em arremessos de meia distância faz parecer uma equipe fora de época, mas mesmo assim os Spurs continuam a vencer. Esse ano não será diferente.
Alguns motivos para ter esperança:
- Popovich ainda é o treinador;
- Derrick White mostrou potencial em seu segundo ano na liga (principalmente nos playoffs);
- Dejounte era visto como principal candidato a Most Improved antes de romper o ligamento do joelho e ficar fora por toda temporada;
- Lonnie Walker está saudável.
O oeste ficou mais forte com as recentes mudanças, porém os Spurs também. Murray é um dos melhores defensores da NBA e deve melhorar desde a última vez que o vimos em ação, mesmo que demore algum tempo até recuperar o ritmo de jogo. Já White provavelmente vá disputar a Copa do Mundo com o time americano, o que geralmente traz benefícios para jovens jogadores e depois de se provar nos playoffs ele verá seu papel dentro rotação aumentar.
DeRozan é um dos melhores jogadores para se ter em temporada regular, ele consegue pontos, sabe criar para os outros e para si mesmo, mas depois de 10 anos na NBA chegou o momento de aceitar que, em primeiro lugar, ele não é eficiente e, em segundo, não é confiável nos playoffs. Sua inabilidade em arremessar bolas de três consistentemente é extremamente prejudicial na NBA atual, mesmo que Popovich consiga extrair o melhor de seus jogadores ele não pode contar com DeRozan em momentos decisivos. Porém, seus esforços devem são o suficiente para contribuir positivamente na temporada regular, o que mais importa para os Spurs no momento.
Enquanto DeRozan declina, LaMarcus Aldridge parece estar ficando melhor com a idade, pelo menos em termos de sua eficiência (em negrito são temporadas com os Spurs):
- 2017–18: 25,0 PER/57,0 TS%/32 anos
- 2018–19: 22,9 PER/57,6 TS%/33 anos
- 2014–15: 22,8 PER/52,8 TS%/29 anos
- 2011–12: 22,7 PER/56,0 TS%/26 anos
- 2015–16: 22,4 PER/56,5 TS%/30 anos
O ex-Blazers liderou a equipe de San Antonio nos últimos dois anos aos playoffs e com o retorno de seus jovens companheiros, junto da adição de jogadores como DeMarre Carrol, ele e Pop terão sua chance de fazer barulho mais uma vez na pós temporada depois de uma eliminação atípica para os Nuggets na primeira rodada do último ano. Mesmo com o oeste lotado de candidatos ao título, os Spurs podem surpreender a todos como estão acostumados a fazer.
Potencial: Top 5 no oeste.
Dallas Mavericks
Melhor jogador: Luka Doncic
Titulares: Delon Wright, Luka Doncic, Tim Hardaway Jr., Kristaps Porzingis e Dwight Powell
Okay, essa é a opção mais arriscada da lista. Luka foi fantástico em seu primeiro ano na NBA, jogando como um All-Star, mas ainda assim tem apenas 20 anos e é normal rookies diminuírem/estagnarem sua produção no segundo ano — como Ben Simmons, Jayson Tatum, Mitchell etc. Já o outro pilar dessa equipe, Porzingis, não joga desde fevereiro de 2018 quando ainda vestia as cores dos Knicks, um jogador tão grande quanto ele (2,21m) e com esse histórico de lesão sempre é preocupante. E mesmo assim Dallas é uma das equipes mais perigosas para 2020.
Doncic não jogou como se estivesse estreando na liga, seu período no Real Madrid fez com que ele se acostumasse a competir entre adulto muito antes de chegar nos EUA. Naturalmente jogadores europeus tem dificuldade em se adaptar a linha de três mais distantes quando chegam até a NBA, o que explica o baixo aproveitamento de Luka nesse quesito — 32,7% — , porém eles também tendem a melhorar rapidamente. Dirk, por exemplo, arremessou apenas 20,6% como rookie, mas no ano seguinte acertou 37,9% de seus tentos. A principal diferença entre os dois é que Doncic chegou muito mais maduro, além de já ser um dos melhores passadores da NBA.
Kristaps Porzingis é o fator mais imprevisível dessa equipe. Ao mesmo tempo que foi selecionado para All-Star com apenas 22 anos, seu número de partidas vem diminuindo a cada ano (em negrito é quando foi All-Star):
- 2015–16: 72 jogos
- 2016–17: 66 jogos
- 2017–18: 48 jogos
- 2018–19: 0 jogos
Quando saudável ele é um dos melhores alas-pivôs da NBA, porém manter-se em quadra é o principal desafio. A relação em quadra entre Doncic e o letão deve ser a melhor possível, no pick and roll Porzingis é capaz de espaçar a quadra para arremessar de longa distância ou finalizar no garrafão e com a ótima visão de jogo de Luka a sinergia entre os dois será incrível.
Os coadjuvantes do elenco servem o estilo de jogo da NBA moderna. Seth Curry é um dos melhores arremessadores de toda a liga, providenciando espaço na quadra e apoio saindo do banco. Tim Hardaway é eficiente quando não é a principal opção ofensiva da equipe e Maxi Kleber arremessa bem para sua posição. Dallas vai jogar com espaço e será capitaneada por dois jovens All-Stars (mesmo que Doncic não tenha sido selecionado ainda), além de ser treinada por um dos melhores em toda a liga — Rick Carlisle. A competição será feroz, mas a NBA é movida por estrelas e os Mavs tem duas.
Potencial: Sétimo lugar no oeste.
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